quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Mas apesar de tudo, sei que sou broder e ainda lamento"

Pra acalmar a imprecisão e começar a descontração.
Pra cantar pra você e pro mundo que eu sou mais do que tu imaginas, muito mais do que tu verás.

E assim termina mais um dia, começando outro.
Finalmente.

Raiva.

Tava andando, andando pra frente, pra trás, pros lados, me escondendo em cantos. Lá estava eu, eu perdida, eu cansada, eu sem saber direito quem era eu, mesmo sem saber, era eu. Eu tava tentando uma forma de me garantir, que eu seria eu como eu queria, que eu me veria de uma forma que eu queria ser. Eu não sei o que sou, mas sei o que eu faço, o certo o errado, o meio termo.
O cretinismo, essa sou eu, uma cretina, tem orgulho disso? Não é bem assim, mas vergonha? Não, a vergonha é alheia a tudo isso, quando ela vê o que eu to sendo, eu já estrangulei ela, de várias formas.
Enganação, medo, covardia, convivência, consigo superar tudo isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Deveras cansada.

Cada momento novo e semi-lúcido faz minhas palavras beirarem a loucura. Psicótica, e irreversivelmente embriagada me encontro num momento impróprio para decisões, palavras sérias, auto-ajuda. Intensidade tem sido meu forte, nada de exageros, mas fazer da forma certa, o mais proveitosa o possível, quem sabe ajuda? Quando se pensa demais, faz-se de menos, arrependimento beira conformismo, não é pra mim. Quero toda aquela loucura de tempos atrás, junto com a cabeça de hoje e o coração de uma pedra, seria mais fácil. O cansaço, a preguiça, o medo, de inimigos, chegam a se tornar grandes aliados, é só saber aproveitar, medo de que? preguiça por que? cansada de fazer o que? Vai saber, a gente só fala, continua falando, nem pensa mais no sentido. Parece bom.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não é sério.

"Sou paciente pra caralho, a minha volta demora, mas eu vou ser um filho da puta que igual tu nunca viu, pois cobra na mesma caixa, manda pra puta que pariu."




Segunda-feira, eu penso em fazer mil coisas, comecei, mas parece que sempre começa tarde... 
Me diz, como o final de semana consegue passar tão rápido?

domingo, 10 de julho de 2011

Sensação de que a pior parte do ano já passou, com ela, ficam as lembranças mais bizarras que alguém conseguiria ter em relação a um lugar, lembranças etílicas, lembranças piores ou melhores do que isso. Impossível imaginar minha vida sem essa parte, meu crescimento sem todo esse aprendizado, um tapinha nas costas, um sorriso amarelo meio de lado, um olhar nas costas desejando coisas horríveis, um aperto de mão, aquele fraco, que não passa confiança, que se não existisse minha vida poderia ter sido melhor.
A cada passo que a gente dá, seja pra frente ou pra trás, fica o pensamento "bom ou ruim?", não é isso que eu quero, só preciso reconhecer, que por mais difícil que tenha sido e que com certeza vai vir a ser, é preciso valer a pena, o importante, é não se arrepender.

Desde quando?

Eu vi uma toalha molhada no banheiro. A toalha me chamou atenção, ela não era de nenhuma das pessoas que morava comigo, ela simplesmente estava ali pra despertar a minha curiosidade. Senti um medo, um grande medo invadindo meus pulmões e sufocando minha alma, um medo incomum, era só uma toalha. Tentava pensar em algo que não estivesse relacionado aquela toalha. Maldita toalha, me deixe dormir, quero viver, sai daqui, por que você veio? Agora me diz, o que em mim, me incomodava tanto, pra eu ligar pra algo assim?

sábado, 2 de julho de 2011

Meu mundo sem mim.

Horas e horas sentada, esperando com todas aquelas palavras bonitas engasgadas no fundo da alma, eu esperava sem aflição, sem dúvida, sem desespero, eu esperava feliz, eu estava feliz, eu precisava daquilo. Eu ensaiei, milhares de vezes tudo que eu poderia e queria dizer, mentalmente, na frente do espelho, com os olhos fechados esperando o sono, tudo o que eu fazia era pensando naquele momento, aquele momento que poderia mudar nossas vidas, aquele momento que eu santifiquei, que eu queria mais que qualquer coisa na vida.
Aquele momento, o que nunca aconteceu, que eu precisei de força pra não chorar quando eu percebi que não tinha mais a oportunidade de concretizá-lo, aquele momento que fez tudo que eu tinha conquistado, tudo que eu presava, parecesse fútil, inútil, uma grande besteira.
Eu precisei de forças, eu preciso delas ainda, para tentar manter uma sobriedade forçada e um humor semi-constante.
As forças que eu precisei, as forças que eu busco todos os dias, todas as horas que eu sinto falta delas, eu lembro de onde eu as consegui quando o mundo desabou, eu lembro que só preciso de mim, e dessa vez, sem fugir, sem errar, afinal, aquele momento não existiu, aquele momento mágico preso na minha imaginação, aquele que eu mais queria, não existiu, uma desistencia, aquela que você lembra todos os dias da sua vida, aquela que mesmo com todas as forças do mundo, você não consegue superar.