Som alto, uma nuvem de calor inundando o lugar e a carteira de cigarro em filtros no cinzeiro. Aquele sentimento solitário de que as decisões foram mal tomadas e que o café esfriara rápido demais. Pelo chão as lembranças de ontem, as fotos de outrora, todas aquelas partes que juntas poderiam transformar-se em uma vida. Indaguei-me, sem entender perfeitamente o porque de toda aquela loucura, sem conseguir raciocinar de forma clara sobre a atmosfera de ontem e a de hoje, ficou quase como inseparável. Os sentimentos passados, com o ar pesado de hoje, quase como em um sonho em que os lugares são trocados, como se eles fossem reais.
O Sol brilhava lá fora, mas o frio me invadia, sem ser invasivo, era quase que adsorvido pela pele.Tentava justificar o injustificável com frases claras, porém sem sentido, aquilo só me confundira mais, e tomara mais do meu tempo do que eu imaginava.
Enfurecia-me aquela incerteza, tornava-me um ser incompleto e incompreendido, uma aberração sem fundamento, sem base. Eu precisaria voltar a ser observadora e catalogar o restante que me tem ao redor. Talvez juntar os cacos de lucidez que ainda me restam e transformá-los numa loucura possível, que me salvasse da monotonia irritante dessa falta de rotina.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Dediquei-me tanto, aquela dedicação que quando se trata de dois, e só um tem, cansa, entristece. Quando isso acontece, quando não me sinto mais necessária na vida de alguém, é a hora de dar tempo ao tempo. O tempo não cura nada, mas faz as pessoas pensarem, caso assim for e eu continuar desnecessária, acontece, é a vida, triste e ingrata vida.
As palavras por vezes me escapam, elas ficam brincando comigo, se escondendo nas minhas ações. Palavras não se fazem necessárias em certas situações, é mais fácil não usá-las. Acredito que dizer algo ou agir de forma que dê a entender é a mesma coisa, e eu já entendi muita coisa.
Cansei de tentar reatar laços que não existem, de abraçar algo que não me pertence, de achar que a felicidade que em mim habita é pura.
As palavras por vezes me escapam, elas ficam brincando comigo, se escondendo nas minhas ações. Palavras não se fazem necessárias em certas situações, é mais fácil não usá-las. Acredito que dizer algo ou agir de forma que dê a entender é a mesma coisa, e eu já entendi muita coisa.
Cansei de tentar reatar laços que não existem, de abraçar algo que não me pertence, de achar que a felicidade que em mim habita é pura.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Foi simplesmente um sonho mal rodado com uma péssima direção, senti que as lágrimas poderiam estar rolando em meus olhos, mesmo que dormindo. Um tanto quanto inusitado, acordei num susto, mas precisei somente de um abraço pra ficar mais tranquila.
O passado por vezes invade os sonhos, como se fosse possível voltar atrás de tudo que fizemos, como se fosse possível esquecer porque tudo que tenho hoje aconteceu dessa forma. Os sonhos enganam, por vezes, acho que é pra repensarmos tudo que fizemos, e ver se foi feito da maneira certa.
Não é possível que um sonho acabe com os defeitos que corrigimos com o tempo.
O passado por vezes invade os sonhos, como se fosse possível voltar atrás de tudo que fizemos, como se fosse possível esquecer porque tudo que tenho hoje aconteceu dessa forma. Os sonhos enganam, por vezes, acho que é pra repensarmos tudo que fizemos, e ver se foi feito da maneira certa.
Não é possível que um sonho acabe com os defeitos que corrigimos com o tempo.
domingo, 29 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Quando eu esperei ajuda, foi quando eu quis que ela não viesse, esperava pois tinha minhas desculpas, não queria pois as pessoas costumam fazer mais mal do que bem.
Ficava a espera de que o mundo arrumasse tudo, mas quem faz ou não faz as coisas somos nós, não o lugar onde vivemos. Queria que o tempo acelerasse, e quando eu percebia que havia passado muito tempo implorava pra que fosse ontem novamente. Tinha minhas razões infundadas pra quase tudo, defendia minhas mentiras mais fortemente do que minha própria vida, pois nesse ponto, eu já não tinha muito a oferecer.
Amava incontrolavelmente a existência de outra pessoa, sem saber expressar uma simples cortesia, sem dizer uma única palavra bonita, o que me saiam eram ruídos grotescos. Sofria, pois nada era como eu queria, sofria pois via que meu sofrimento era como minhas palavras que nem pra mim faziam algum sentido.
Como mudar minha real situação? Se que de certa forma ela pode ter sido distorcida, sem querer posso ter distorcido detalhes, as vezes até o contexto inteiro.
Ficava a espera de que o mundo arrumasse tudo, mas quem faz ou não faz as coisas somos nós, não o lugar onde vivemos. Queria que o tempo acelerasse, e quando eu percebia que havia passado muito tempo implorava pra que fosse ontem novamente. Tinha minhas razões infundadas pra quase tudo, defendia minhas mentiras mais fortemente do que minha própria vida, pois nesse ponto, eu já não tinha muito a oferecer.
Amava incontrolavelmente a existência de outra pessoa, sem saber expressar uma simples cortesia, sem dizer uma única palavra bonita, o que me saiam eram ruídos grotescos. Sofria, pois nada era como eu queria, sofria pois via que meu sofrimento era como minhas palavras que nem pra mim faziam algum sentido.
Como mudar minha real situação? Se que de certa forma ela pode ter sido distorcida, sem querer posso ter distorcido detalhes, as vezes até o contexto inteiro.
Simplesmente de hora pra outra, acordo como se fosse outra, todos os meus desejos mudaram, minha ideologias falharam, criei outras, não discuto, não espero, não ouço, não e não. Aquele diferença que nem uma grande separação ou término chega a ser comparável.
Não é vontade de chorar, é a vontade de ter vontade, chama-se preguiça pra alguns. No meu caso uma impossibilidade psicológica, aquela que mudou tudo e deixou tudo como estava, porque eu simplesmente não posso ser ninguém, minha cabeça está acabando com a minha identidade ou impossibilitando que eu crie uma.
Um psicológico conturbado, cheio de dúvidas e medos, sendo que não sei do que tenho medo, nem entendo nada o qual eu consiga perguntar.
Não é vontade de chorar, é a vontade de ter vontade, chama-se preguiça pra alguns. No meu caso uma impossibilidade psicológica, aquela que mudou tudo e deixou tudo como estava, porque eu simplesmente não posso ser ninguém, minha cabeça está acabando com a minha identidade ou impossibilitando que eu crie uma.
Um psicológico conturbado, cheio de dúvidas e medos, sendo que não sei do que tenho medo, nem entendo nada o qual eu consiga perguntar.
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