Desmontei meus sonhos curtos, para poder pensar sem visualizá-los, ter uma outra visão do que pode ser a minha vida num breve período de tempo. Quanto mais divago dessa forma, mais percebo que sempre vou estar sozinha, sempre vai ser mais difícil, e vai ser como se eu sempre estivesse sozinha, porque a verdade é que eu sempre estive.
Mania chata essa, de escrever sobre pessoas e sobre como é preciso aprender a ficar sozinha, pra conseguir ter um relacionamento, mas é bem isso, acho que um dia eu aprendo, dessa maneira dura, um jeito Karina insuportável de ser, de tentar aprender.
Mas como eu sempre digo, e sempre vou dizer, pelo menos, eu tento aprender, e tento o tempo todo.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Tem uma cidade que eu visito nos meus sonhos. Uma cidade feita pra mim, feita por mim, inconscientemente. Essa cidade, não vou falar muito pois é algo extremamente privado, é o lugar perfeito pra viver. Nessa cidade as pessoas são perfeitas, elas não tem rosto, elas são só amor, e a cada dia me apaixono de novo por todo mundo. Cada dia em que eu sonho com essa cidade eu acordo disposta e feliz, gostaria de voltar lá todos os dias dos quais eu sonho, todas as horas do meu sono. E eu falo dessa cidade muito pouco, talvez seja porque prefiro ela á minha realidade, então é melhor não lembrar muito. Gostaria de que quando eu morresse eu vivesse lá, vivesse de amor, pra sempre. Mas quando eu morrer, eu morri, não vou viver, morar ou qualquer coisa. Se eu pudesse escolher, eu iria morar lá, como eu não posso, continuo sonhando.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Sonhei com amor, com o despertar de algo em mim que se esconde, mas que na verdade quer reconhecimento. Guardo tão pra mim, trago tão junto, que já não consigo mais doar de forma como os livros descrevem, aquela inocência e esperança de que vai ser lindo, e que vai finalizar com o "e viveram felizes para sempre". Imagino que o tempo é que me coloca nessa situação, de ter e não poder doar, depois de muito receber e nada ter para oferecer.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Agradeço ao tempo, o que o tempo me fez, e o que o tempo me faz. Olho pra frente com a esperança de que o tempo me siga, que o tempo me fixe. Com os olhos do tempo, vejo o tempo que perdi e o tempo que ganhei. Com os olhos do tempo, não vejo em qual tempo me perdi, em qual momento deixei de olhar. Vejo com o tempo, o que ganhei, o que esqueci, o tempo muda tanto, que de tempos em tempos olho de novo o tempo, com os olhos do tempo, pra ver como o tempo mudou pra mim e pro próprio tempo.
terça-feira, 17 de julho de 2012
O colorido de antes se foi. Demorei a perceber, o cinza estava me enganando, juntando preto e branco, tentando obter um vermelho. Cai em armadilhas criadas pela minha mente, que me jogaram num lugar que eu desconheço, que é hostil demais para eu poder viver.
Desconecto-me então do mundo em busca de algo que me traga as cores novamente, não sei quando volto, não sei se quero voltar. Só preciso das cores novamente, mesmo que em tonalidades diferentes daquelas previamente conhecidas. Preciso sobretudo de um chão, de um calçado forte e de vontade de viver.
Desconecto-me então do mundo em busca de algo que me traga as cores novamente, não sei quando volto, não sei se quero voltar. Só preciso das cores novamente, mesmo que em tonalidades diferentes daquelas previamente conhecidas. Preciso sobretudo de um chão, de um calçado forte e de vontade de viver.
domingo, 8 de julho de 2012
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