sábado, 7 de novembro de 2015

Depois de um determinado tempo pensando, faz cada vez mais sentido, que cada buraco que eu resolvi "me enfiar" foi eu que cavei, prevendo minhas futuras decepções, que nesse caso, eu mesmo causei. É extremamente frustrante perceber que se sabotar é uma atividade recorrente minha. Apesar da idade, apesar da experiência, apesar dos pesares.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Era como um sonho, tudo acontecendo de novo. Eu falhando, hesitando, as palavras presas na garganta. Parecia que mesmo com todos os anos passados, todas as lições, todos os aprendizados da vida, a escolha que melhor se encaixava era sempre aquela mesma de fugir, de parar, de se esconder. Aquela mais dolorosa, que de alguma forma nunca entendi, porque sempre buscar o escapismo mais fácil, mas a escolha mais triste, aquela que futuramente pode ser uma decepção sem tamanho, que talvez eu nunca me perdoe. Anda difícil ser eu, cada dia lutando com essa falta de tato, com o não saber lidar com as situações, com aquela brilhante forma de mostrar quem sou, e não ser aceita. Malditos escapimos, que de mim me tornam pior. Mesmo sempre tentando buscar o melhor, da primeira decepção, a fuga é o que parece o sensato, sempre pareceu. É muito medo, de me decepcionar, decepcionar pessoas que nem sabem quem eu sou de verdade.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Acordei com o inferno nos olhos, sem saber como viveria mais um dia. Contei os passos, anotei as curvas, desviei do piso quebrado. Eu vi por entre os dedos, por entre a tristeza que me consome nesses dias, uma bela flor que desabrochava perdida, cansada, desanimada. Entendi uma flor, me identifiquei, olhei suas cores meio cinzas e chorei...

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Acordo todo dia pensando qual o sentido disso tudo. Não tem um dia que as minhas perguntas cotidianas não me assombrem. Não existe, no meu mundo, um dia que o conformismo não venha como escolha mais fácil. Todos os dias eu travo uma batalha interior em busca do melhor pra mim. Cada vez que a paz me alucina, eu estremeço, eu caiu. Não tem naqueles olhos brilhantes porto seguro, não tem nas palavras bonitas, o que faça o mundo menos assustador. Um mundo cheio de nãos, é pouco sentido, pra tanto viver.

terça-feira, 24 de março de 2015

Imagina se eu te contasse sobre a minha vida, se a gente discutisse sobre o que achamos certo e errado. Caíssemos em gargalhadas comparando situações da nossa adolescência. Chorássemos com as decepções e com os planos que fracassaram. Imagina, viver essa vida baseada em troca, em experiências, em tentar sempre seguir em frente, juntando os cacos. Imagina transformar em família aqueles que nos fazem bem e acabam se tornando as pessoas mais importante nas nossas vidas. Imagina, se eu quisesse menos, pela pensamento utópico que nos invade, pela insegurança. Tão bom imaginar, melhor mesmo, só viver.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A dor e suas vertentes, que escoam , vazam e transbordam no meu coração maltratado. Passado aquele velho dilema: será que vale a pena? Deixo-me fluir e entrego meu sofrido coração, novamente. Aquele velho pensamento utópico me vem "em algum momento, tudo vai dar certo e você nem vai perceber". E o se entregar de um novo amor, pode ser o se jogar num novo abismo. Cada fim vem sempre com um sofrimento diferente, mas uma mesma lição: não desiste, não!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fomos quebrados em pequenos pedacinhos de angustia. Eramos expectativas, eramos vontade, altruísmo e amor. Agora somos decepção, pequenos pedacinhos do que um dia já foi algo que nos orgulhávamos. Estávamos preparados pro que viesse, só nos recusamos a acreditar, que a parte mais incompleta e triste das pessoas cantasse uma canção tão melancólica nesse fim de verão.