Hoje, eu só queria desabafar um pouco, porque a vida ta realmente difícil.
Sendo brasileira, estudante de doutorado, bolsista, pesquisadora marginalizada.
Cada dia é uma luta, não só pra conseguir resultados pra minha pesquisa, mas pra manter a minha sanidade mental. Com a atual conjuntura que estamos vivendo, o governo cortando verbas da educação e da pesquisa, falando mal de alunos, de professores, de cientistas, cada dia é um desânimo maior. Não só pelo fato de todos os esforços que foram medidos pra chegar onde eu estou estarem sendo considerados coisas de "vagabundos", como também familiares meus, criticando, não mais de forma tão indireta, o que eu escolhi fazer na minha vida. Primeiramente falava-se como a educação era uma coisa boa, como eu deveria estudar e valorizar os professores que me passam o conhecimento. Hoje em dia são todos vagabundos.
As questões que eu passei pra chegar até meu doutorado são um trauma bem grande pra mim, primeiro antes de eu vir pra floripa não tive apoio, vindo pra cá, quando não estava em uma situação boa, era sempre "você que escolheu fazer isso". Não é como se eu tivesse escolha, sendo bolsista de assistência social, muitas vezes não tinha mais de 100 reais pra passar o mês depois que pagava o aluguel, e pedir ajuda é sempre difícil, ainda mais quando "você que quis", e seus pais, além de tudo isso são pobres. Sim, eu quis e eu quero estudar, eu amo muito o que eu estudo, mas quase nunca é fácil.
A pós graduação, tanto mestrado quanto doutorado começaram extremamente difíceis, e eu quase desisti dos dois.
A grande questão pra mim agora, é que eu achei que melhoraria, em algum momento na minha cabeça eu achei que as pessoas entenderiam, mas atualmente só sabem machucar pra poder defender coisas, que eu sinceramente não sei, mas eu acho que nem elas acreditam.
sexta-feira, 31 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de março de 2017
Hoje seria mais um daqueles dias em que eu dormiria até o meio-dia. Mais um daqueles dias em que meu corpo só quer descansar em paz, que eu babaria meu travesseiro e acordaria toda torta. Seria.Um dia em que quando eu acordasse eu tentaria compensar parte do dia perdido. Esse dia não aconteceu, eu não consegui mais dormir, levantei tentando tirar o peso dos pensamentos da minha cabeça.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Sinto que eu nunca vou conseguir superar a tragédia, que ela é parte da minha vida e sempre será. Aquele mesmo conjunto de fatores que me constrói, me transformou nessa tragédia, e eu não consigo me desvencilhar dela, porque eu sou ela. Parece que todas as vezes que eu tento expressar o quanto isso me assusta, um buraco se abre no chão e me suga pra dentro de mim. Eu sinto que não pertenço a nada do que eu estou fazendo parte no momento. Parece que mais uma parte de mim morre enquanto eu vou vacilando na minha luta contra mim mesma. E que tudo que eu fiz até agora só serviu pra me magoar mais e mais, enquanto eu vou me atirando em buracos cada vez mais profundos e deprimentes.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Estou me afogando, por opção. Escolhi viver a tragédia, só assim ela poderá fazer sentido.
Não há como fugir, precisamos viver isso, precisamos suportar isso.
Somos aquilo que escolhemos ser, somos o que vivemos, somos uma construção de fatores, escolhas.
Precisamos viver a tragédia, pois a vitória sobre ela só será plena se encararmos ela como uma prova de amor.
Não há como fugir, precisamos viver isso, precisamos suportar isso.
Somos aquilo que escolhemos ser, somos o que vivemos, somos uma construção de fatores, escolhas.
Precisamos viver a tragédia, pois a vitória sobre ela só será plena se encararmos ela como uma prova de amor.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Pela força que eu imaginava ter, pensei que me sairia bem melhor. Há motivos pra sorrir, há alegrias novas, velhas, expectativas. Há tanto por vir, tanto por ir, há tanto. Precisamos aprender a lidar com nossos demônios, regular as vontades, reclamar menos, fazer mais. Buscar todo dia uma força que a gente não tem, pra poder ser um pouco mais feliz. Conviver com o inimigo, chorar as lágrimas de sangue que nos consomem, tirar o peso do mundo das costas. Achei que por tudo que já tinha ido, o que estava por vir não era tão preocupante, mas, como saber o que acontecerá? Percebi que foi prepotência, agora só preciso organizar o tabuleiro e parar de subestimar o inimigo.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
03/15
Trancei meus desejos em uma fita de expectativas. Dancei nas ruas erradas, joguei pedras onde deveria entregar flores. Virei chuva, quando meus raios de sol eram suplicados pelos mais amados. Chorei rios de lama e lembranças, quando deveria sorrir pras novas sementes.
Tentei voltar, buscar a maré baixa, mas me deixei ser levada pela corrente.
É tão confuso, ver que de um ano pro outro, mudou todo o contexto, todo o certo e todo o errado, tudo caiu por terra. Mas um vazio perturbador continua me consumindo.
Trancei meus desejos em uma fita de expectativas. Dancei nas ruas erradas, joguei pedras onde deveria entregar flores. Virei chuva, quando meus raios de sol eram suplicados pelos mais amados. Chorei rios de lama e lembranças, quando deveria sorrir pras novas sementes.
Tentei voltar, buscar a maré baixa, mas me deixei ser levada pela corrente.
É tão confuso, ver que de um ano pro outro, mudou todo o contexto, todo o certo e todo o errado, tudo caiu por terra. Mas um vazio perturbador continua me consumindo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Mais uma noite de insônia, acompanhada por um comprimido de 5-(2-clorofenil)-1,3-diidro-7-nitro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona. Mesmo tentando induzir o sono, estando razoavelmente mais tranquila em relação as situações perturbadoras vividas, o sono não me vem. Passa-se aquele dia, como me dizem que deveria ser vivido, de forma saudável (onde eu discordo em partes), espera-se uma reação fisiológica favorável. Começando a juntar os pontos, e olhar para os parâmetros que podem influenciar essa falta de efeito induzido que eu tento jogar sobre o meu corpo, percebo que de fato, um dia não é o necessário para recuperar algo que foi construído a base de queimaduras profundas pelo corpo e lacerações mal cicatrizadas. O engano bruto da felicidade de um dia, vem acompanhado da insônia predominante do seguinte, pois é necessário perceber, que alegrias não curam traumas, mesmo que seja induzida uma forma de fantasiar que sim, está mal resolvido.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Tem um sentimento de angústia que me persegue, que me sufoca, e me tira toda paz que eu achava ter. Passaram-se vários meses, uns péssimos, outros quase bons, e aquela velha dor continua a me corroer por dentro, a me deixar sem fôlego e sem vontade de mais nada. Pelos pedaços de vida que foi deixando pelo caminho, aquela dor foi substituindo a magia linda da amizade que ela destruiu.
sábado, 30 de janeiro de 2016
domingo, 24 de janeiro de 2016
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Estou especialmente cansada. Percebi que o desgaste emocional tem sido demasiado, e que as portas que eu achava que tinha aberto no mundo, na verdade, são meras ilusões de ótica. Comecei a perceber, eu diria que finalmente, que nada vem sem um esforço muito grande, e que esse claro, só acontece depois de milhares de surtos, choros e pontapés.
É extremamente frustrante, ter que encarar uma crise nova a cada passo que precisa ser dado, não há psicológico que resista, e com certeza não há mente que saia sã.
É extremamente frustrante, ter que encarar uma crise nova a cada passo que precisa ser dado, não há psicológico que resista, e com certeza não há mente que saia sã.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Decidimos nos expor, compartilhar nossos medos, solidões e tristezas. Decidimos abrir ao mundo nosso ponto fraco, esse mundo. Esse mesmo que passa a mão na tua cabeça, dizendo que sim, você pode ter esse sentimento, mas que na verdade te esfaqueia por ele. Esse que te da duas opções, ou te encaixas, ou és ridicularizado. Que por pensar diferente, te faz único, te faz crítico, te faz forte na tristeza, te faz crescer com chutes, socos e pontapés; de forma figura, ou não. Te transforma em uma pessoa que precisa desesperadamente se construir, em cima de cicatrizes, pras pessoas dizerem que és forte, mas um força que preferias não ter desenvolvido.
É difícil achar uma forma de se encaixar, até perceber que se te encaixares, deixarás de lado quem tu és, e todo aprendizado, todo auto conhecimento, tudo aquilo que tu construiu, será perdido, em uma vida vazia de consumo. Esse mundo, que te julga por cor e credo, te transforma em um robô que trabalha por coisas que não precisa, pra agradar pessoas que não conhece. Esse mundo, essa sociedade, esse estilo, essa bosta toda, começa e termina com a gente. Não é possível não perceber o quanto a vida é desperdiçada, tentando se enquadrar num modelo falido, que destrói tudo que vê pela frente e prefere que tu te rendas a remédio e não a uma reflexão. Caímos naquela velha desculpa, de que somente comigo a mudança não acontece, baita covardia.
É difícil achar uma forma de se encaixar, até perceber que se te encaixares, deixarás de lado quem tu és, e todo aprendizado, todo auto conhecimento, tudo aquilo que tu construiu, será perdido, em uma vida vazia de consumo. Esse mundo, que te julga por cor e credo, te transforma em um robô que trabalha por coisas que não precisa, pra agradar pessoas que não conhece. Esse mundo, essa sociedade, esse estilo, essa bosta toda, começa e termina com a gente. Não é possível não perceber o quanto a vida é desperdiçada, tentando se enquadrar num modelo falido, que destrói tudo que vê pela frente e prefere que tu te rendas a remédio e não a uma reflexão. Caímos naquela velha desculpa, de que somente comigo a mudança não acontece, baita covardia.
Tens certeza que vais deixar que te digam o que fazer com a tua vida? Ela é única, singular e somente sua. Usam a desculpa que a sociedade funciona assim, e que de alguma forma e em algum momento você precisará se adaptar ao sistema. Sim, aquele sistema que te reprimiu a tua vida inteira, por tu não te encaixares nos padrões, aquele mesmo, que tu criticas até não poder mais, mas estás inserido. A culpa é tua, por justificar tuas decisões de vida num modelo de sociedade que não te faz feliz.
Mas vamos pensar, então, o que é felicidade? Vai de cada pessoa descobrir o que mais agrada e te da prazer. Não, ter coisas e poder desfilar com elas não é felicidade, sentir-se superior a outras pessoas, não, não é felicidade. Isso só mostra que você nunca pode aproveitar sua vida ao ponto de saber o que te faz feliz. Só mostra que você esta baseando todo seu conceito de felicidade em outras pessoas e não em ti mesmo. Nos leva a acreditar, que pra ser feliz, você precisa fazer algo que, na sua concepção absurda, porém clássica de vida, você se sentirá bem mostrando pra outras pessoas que você tem algo que elas não tem. Um sentimento mesquinho, barato (com o perdão da palavra, aos que pagam caro por esse estilo de vida) e extremamente vazio.
Mas vamos pensar, então, o que é felicidade? Vai de cada pessoa descobrir o que mais agrada e te da prazer. Não, ter coisas e poder desfilar com elas não é felicidade, sentir-se superior a outras pessoas, não, não é felicidade. Isso só mostra que você nunca pode aproveitar sua vida ao ponto de saber o que te faz feliz. Só mostra que você esta baseando todo seu conceito de felicidade em outras pessoas e não em ti mesmo. Nos leva a acreditar, que pra ser feliz, você precisa fazer algo que, na sua concepção absurda, porém clássica de vida, você se sentirá bem mostrando pra outras pessoas que você tem algo que elas não tem. Um sentimento mesquinho, barato (com o perdão da palavra, aos que pagam caro por esse estilo de vida) e extremamente vazio.
sábado, 7 de novembro de 2015
Depois de um determinado tempo pensando, faz cada vez mais sentido, que cada buraco que eu resolvi "me enfiar" foi eu que cavei, prevendo minhas futuras decepções, que nesse caso, eu mesmo causei. É extremamente frustrante perceber que se sabotar é uma atividade recorrente minha. Apesar da idade, apesar da experiência, apesar dos pesares.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Era como um sonho, tudo acontecendo de novo. Eu falhando, hesitando, as palavras presas na garganta. Parecia que mesmo com todos os anos passados, todas as lições, todos os aprendizados da vida, a escolha que melhor se encaixava era sempre aquela mesma de fugir, de parar, de se esconder. Aquela mais dolorosa, que de alguma forma nunca entendi, porque sempre buscar o escapismo mais fácil, mas a escolha mais triste, aquela que futuramente pode ser uma decepção sem tamanho, que talvez eu nunca me perdoe. Anda difícil ser eu, cada dia lutando com essa falta de tato, com o não saber lidar com as situações, com aquela brilhante forma de mostrar quem sou, e não ser aceita. Malditos escapimos, que de mim me tornam pior. Mesmo sempre tentando buscar o melhor, da primeira decepção, a fuga é o que parece o sensato, sempre pareceu. É muito medo, de me decepcionar, decepcionar pessoas que nem sabem quem eu sou de verdade.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Acordei com o inferno nos olhos, sem saber como viveria mais um dia. Contei os passos, anotei as curvas, desviei do piso quebrado. Eu vi por entre os dedos, por entre a tristeza que me consome nesses dias, uma bela flor que desabrochava perdida, cansada, desanimada. Entendi uma flor, me identifiquei, olhei suas cores meio cinzas e chorei...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Acordo todo dia pensando qual o sentido disso tudo. Não tem um dia que as minhas perguntas cotidianas não me assombrem. Não existe, no meu mundo, um dia que o conformismo não venha como escolha mais fácil. Todos os dias eu travo uma batalha interior em busca do melhor pra mim. Cada vez que a paz me alucina, eu estremeço, eu caiu. Não tem naqueles olhos brilhantes porto seguro, não tem nas palavras bonitas, o que faça o mundo menos assustador. Um mundo cheio de nãos, é pouco sentido, pra tanto viver.
terça-feira, 24 de março de 2015
Imagina se eu te contasse sobre a minha vida, se a gente discutisse sobre o que achamos certo e errado. Caíssemos em gargalhadas comparando situações da nossa adolescência. Chorássemos com as decepções e com os planos que fracassaram. Imagina, viver essa vida baseada em troca, em experiências, em tentar sempre seguir em frente, juntando os cacos. Imagina transformar em família aqueles que nos fazem bem e acabam se tornando as pessoas mais importante nas nossas vidas. Imagina, se eu quisesse menos, pela pensamento utópico que nos invade, pela insegurança. Tão bom imaginar, melhor mesmo, só viver.
quarta-feira, 18 de março de 2015
A dor e suas vertentes, que escoam , vazam e transbordam no meu coração maltratado. Passado aquele velho dilema: será que vale a pena? Deixo-me fluir e entrego meu sofrido coração, novamente. Aquele velho pensamento utópico me vem "em algum momento, tudo vai dar certo e você nem vai perceber". E o se entregar de um novo amor, pode ser o se jogar num novo abismo. Cada fim vem sempre com um sofrimento diferente, mas uma mesma lição: não desiste, não!
quinta-feira, 5 de março de 2015
Fomos quebrados em pequenos pedacinhos de angustia. Eramos expectativas, eramos vontade, altruísmo e amor. Agora somos decepção, pequenos pedacinhos do que um dia já foi algo que nos orgulhávamos. Estávamos preparados pro que viesse, só nos recusamos a acreditar, que a parte mais incompleta e triste das pessoas cantasse uma canção tão melancólica nesse fim de verão.
Assinar:
Postagens (Atom)