03/15
Trancei meus desejos em uma fita de expectativas. Dancei nas ruas erradas, joguei pedras onde deveria entregar flores. Virei chuva, quando meus raios de sol eram suplicados pelos mais amados. Chorei rios de lama e lembranças, quando deveria sorrir pras novas sementes.
Tentei voltar, buscar a maré baixa, mas me deixei ser levada pela corrente.
É tão confuso, ver que de um ano pro outro, mudou todo o contexto, todo o certo e todo o errado, tudo caiu por terra. Mas um vazio perturbador continua me consumindo.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Mais uma noite de insônia, acompanhada por um comprimido de 5-(2-clorofenil)-1,3-diidro-7-nitro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona. Mesmo tentando induzir o sono, estando razoavelmente mais tranquila em relação as situações perturbadoras vividas, o sono não me vem. Passa-se aquele dia, como me dizem que deveria ser vivido, de forma saudável (onde eu discordo em partes), espera-se uma reação fisiológica favorável. Começando a juntar os pontos, e olhar para os parâmetros que podem influenciar essa falta de efeito induzido que eu tento jogar sobre o meu corpo, percebo que de fato, um dia não é o necessário para recuperar algo que foi construído a base de queimaduras profundas pelo corpo e lacerações mal cicatrizadas. O engano bruto da felicidade de um dia, vem acompanhado da insônia predominante do seguinte, pois é necessário perceber, que alegrias não curam traumas, mesmo que seja induzida uma forma de fantasiar que sim, está mal resolvido.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Tem um sentimento de angústia que me persegue, que me sufoca, e me tira toda paz que eu achava ter. Passaram-se vários meses, uns péssimos, outros quase bons, e aquela velha dor continua a me corroer por dentro, a me deixar sem fôlego e sem vontade de mais nada. Pelos pedaços de vida que foi deixando pelo caminho, aquela dor foi substituindo a magia linda da amizade que ela destruiu.
sábado, 30 de janeiro de 2016
domingo, 24 de janeiro de 2016
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Estou especialmente cansada. Percebi que o desgaste emocional tem sido demasiado, e que as portas que eu achava que tinha aberto no mundo, na verdade, são meras ilusões de ótica. Comecei a perceber, eu diria que finalmente, que nada vem sem um esforço muito grande, e que esse claro, só acontece depois de milhares de surtos, choros e pontapés.
É extremamente frustrante, ter que encarar uma crise nova a cada passo que precisa ser dado, não há psicológico que resista, e com certeza não há mente que saia sã.
É extremamente frustrante, ter que encarar uma crise nova a cada passo que precisa ser dado, não há psicológico que resista, e com certeza não há mente que saia sã.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Decidimos nos expor, compartilhar nossos medos, solidões e tristezas. Decidimos abrir ao mundo nosso ponto fraco, esse mundo. Esse mesmo que passa a mão na tua cabeça, dizendo que sim, você pode ter esse sentimento, mas que na verdade te esfaqueia por ele. Esse que te da duas opções, ou te encaixas, ou és ridicularizado. Que por pensar diferente, te faz único, te faz crítico, te faz forte na tristeza, te faz crescer com chutes, socos e pontapés; de forma figura, ou não. Te transforma em uma pessoa que precisa desesperadamente se construir, em cima de cicatrizes, pras pessoas dizerem que és forte, mas um força que preferias não ter desenvolvido.
É difícil achar uma forma de se encaixar, até perceber que se te encaixares, deixarás de lado quem tu és, e todo aprendizado, todo auto conhecimento, tudo aquilo que tu construiu, será perdido, em uma vida vazia de consumo. Esse mundo, que te julga por cor e credo, te transforma em um robô que trabalha por coisas que não precisa, pra agradar pessoas que não conhece. Esse mundo, essa sociedade, esse estilo, essa bosta toda, começa e termina com a gente. Não é possível não perceber o quanto a vida é desperdiçada, tentando se enquadrar num modelo falido, que destrói tudo que vê pela frente e prefere que tu te rendas a remédio e não a uma reflexão. Caímos naquela velha desculpa, de que somente comigo a mudança não acontece, baita covardia.
É difícil achar uma forma de se encaixar, até perceber que se te encaixares, deixarás de lado quem tu és, e todo aprendizado, todo auto conhecimento, tudo aquilo que tu construiu, será perdido, em uma vida vazia de consumo. Esse mundo, que te julga por cor e credo, te transforma em um robô que trabalha por coisas que não precisa, pra agradar pessoas que não conhece. Esse mundo, essa sociedade, esse estilo, essa bosta toda, começa e termina com a gente. Não é possível não perceber o quanto a vida é desperdiçada, tentando se enquadrar num modelo falido, que destrói tudo que vê pela frente e prefere que tu te rendas a remédio e não a uma reflexão. Caímos naquela velha desculpa, de que somente comigo a mudança não acontece, baita covardia.
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