quinta-feira, 8 de março de 2012

As voltas, os contornos e as curvas já não tem muita importância, o que vale é continuar no caminho que lhe for mais conveniente.

terça-feira, 6 de março de 2012

Quem dera poder chorar a vontade e não me machucar com as minhas lágrimas. Fosse possível enterrar as mágoas e plantar tranquilidade em cima. Mesmo com a consciência em paz, a dor é mais forte que qualquer motivação externa, as internas não existem mais. Um espaço de tempo foi engolido, agora ele se retrai, se contorce se expreme dentro de mim, me engole por inteiro.
O dia mais triste do ano é o dia do meu aniversário?
Quando eu voltar a viver, aviso todo mundo e faço uma grande festa.

desculpa/obrigada amo vcs

sábado, 3 de março de 2012

Pedi amor, não companhia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Acreditei por algumas horas nas falsas possibilidades que me enchiam de esperança. De que eu preciso delas, senão pra me frustrar e sofrer ainda mais, quando elas se forem novamente? Quero verdades limpas, sem traços de omissão, aquelas que de tão lindas me tiram o ar e me elevam de toda essa enganação. Quero fechar os olhos e perceber que mesmo fazendo isso, ainda posso seguir em frente, sem ter de conferir se estou sozinha, sem precisar abrir os olhos a cada cinco segundos. Dormir tranquila, sem pesadelos reais que me assombram durante todo o dia.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

"O chão estava tão longe que quase não conseguia distingui-lo através das névoas cinzentas que turbilhonavam a sua volta, mas podia sentir que caía muito depressa, e sabia o que o esperava lá embaixo. Mesmo nos sonhos, não é possível cair para sempre. Sabia que acordaria um instante antes de atingir o solo. Sempre se acorda um instante antes de atingir o solo.
E se não acordar?, perguntou a voz.
O chão estava agora mais perto, ainda distante, a um milhar de milhas de distancia, mas mais perto do que estivera. Ali, na escuridão fazia frio. Não havia sol, nem estrelas, apenas o solo, que subia para esmagá-lo, e as névoas cinzentas, e a voz sussurrada. Desejou chorar.
Não chore. Voe."
pg 119.

Não enxergo sua razão, seus sorrisos nem seus lamentos, quero aquele amor que tive por algum tempo, uma forma de tornar real aquilo que ficou, escondido no relento, que me fez chorar aos quatro ventos. Quero saber seus motivos, encontrar uma razão pra esse sofrimento, que não me trás nada a não ser a amargura que tentei enterrar e me livrar sem muito a pensar. Preciso mais do que toda consideração sem ter alguma, pois a necessidade é inimiga da minha realidade. Tudo o que restou foram aquelas flores que cresceram onde eu coloquei o amor que eu tinha, que murcharam depois de um dia, mas sempre retornam a desabrochar e a chorar, como no primeiro dia.